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Jan 12
publicado por Nuno Amado, às 09:18link do post

 

O cenário é conhecido. Uma festa de amigos, tigelas com passas na mesa, copos de espumante ou de champanhe meio vazios (ou meio cheios), pratos de plástico com restos de comida. As pessoas sorriem, desejam bom ano, trocam beijos e abraços e cumprem rituais mais ou menos bizarros. E nesses primeiros minutos, nessa euforia agendada, contempla-se o ano acabado de nascer e com o exagero da paternidade recente diz-se: “este ano é que é.”

 

Vai ser o ano em que vamos deixar de desperdiçar tempo. Vai ser o ano em que vamos ficar em forma, comer saudável, abandonar de vez os vícios que nos têm prejudicado ao longo da vida. Vai ser o ano em que vamos dominar finalmente o inglês ou aprender uma língua nova…francês, espanhol, ou porque não mesmo o chinês? Afinal, é tudo possível. Vai ser o ano em que não vamos apanhar mais multas seja de que tipo for. Desta vez teremos tudo tratado a tempo. As obrigações serão cumpridas antes mesmo da data final. Vai ser o ano em que nos vamos aplicar a sério no trabalho. O ano em que fazemos aquela pós-graduação que sempre quisemos fazer. O ano em que vamos cozinhar como a avó ou como chefs e deixar de associar as refeições à sequência das palavras congelador-micro-ondas-tabuleiro-em-frente-à-televisão. O ano em que poupamos para a nossa viagem de sonho. O ano em que fazemos a nossa viagem de sonho. O ano em que deixamos de contrair dívidas estúpidas. Em que vamos mesmo ao ginásio. Vamos passar mais tempo com os amigos, e não falar apenas pelo facebook. Este vai ser o ano em que voltamos a ir ao cinema como quando éramos novos. Em que não vamos deixar escapar os concertos das nossas bandas preferidas. É até bem possível que seja o ano em que começamos a ir ao ballet e à Opera. E o ano em que não perdemos um jogo em casa. O ano em que vamos apreciar as pequenas grandes coisas da vida.

 

Quase um ano depois, talvez mesmo no jantar de 31 de Dezembro, percebemos que a maior parte das resoluções de fim de ano não passou de uma intenção. Porquê? Aconteceu isto e aconteceu aquilo, claro. Mas foi apenas por isso que os planos não se realizaram?

Desta vez, mais do que dezenas de resoluções específicas, talvez seja melhor tomar uma resolução global da qual dependem todas as outras. Se o leitor tiver que escolher apenas uma resolução de fim de ano para cumprir, pois que seja a resolução: “este ano não procrastinarei!”

 

(Retirado do Ups! Já fiz asneira outra vez)

 

E um excelente 2012 para todos!

 


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