06
Dez 11
publicado por Nuno Amado, às 11:14link do post | comentar

Para quem quiser ouvir a Prova Oral:

 

http://www.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=1070


01
Dez 11
publicado por Nuno Amado, às 18:40link do post | comentar

 

Ver a partir dos 6:50....


29
Nov 11
publicado por Nuno Amado, às 14:49link do post | comentar

Dia 30 de Novembro vou à Prova Oral do Fernando Alvim. às 19.00 na Antena 3 (100.3).

http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/prova-oral/?k=A-Prova-Oral-desta-semana.rtp&post=36852


23
Nov 11
publicado por Nuno Amado, às 14:14link do post | comentar | ver comentários (1)

A meio da festa o João decide que já chega de trocar olhares e sorrisos com a rapariga bonita que está sempre com um copo de vinho na mão. Inicia então o pequeno percurso até ela. Vai confiante e viril, com as costas muito direitas e os maxilares contraídos para mostrar um ar determinado. Assim que chega ao seu destino a rapariga vira-se para ele com um meio sorriso. João sente que este é o seu momento. Já decidiu o que dizer. Vai ser infalível! – pensa, e abre a boca para dizer:

-Acreditas no amor à primeira vista? Ou vou ter de passar aqui mais uma vez?

 

Para sua surpresa, a rapariga, em vez de um olhar apaixonado, mostra-lhe a sua desilusão. Velozmente esta evolui para repulsa que rapidamente se transforma em escárnio. O João sai dali para fora assustado com o riso troceiro da bela mulher.

Esta sequência de eventos podia ser evitada se o João e outros casanovas estivessem familiarizados com um estudo realizado na Universidade de Edimburgo, que tentou avaliar a eficácia de diferentes frases de engate. Os investigadores compilaram uma série de abordagens pertencentes a quatro tipos: 1 Os elogios foleiros: Magoaste-te muito?....É que só podes ser um anjo que caiu do céu!. 2 Os comentários olha que eu sou espectacular através dos quais o homem procurava mostrar-se rico, boa pessoa ou culto: Já viste a exposição de Pop Art que está no CCB? É interessantíssima!. 3 As abordagens sexualizadas: Sabes onde é que a tua roupa ficava bem? No chão do meu quarto. 4 O humor sem trocadilhos ou conotações carnais: Olá, posso comprar-te uma ilha nas Caraíbas?

 

De seguida os investigadores pediram a uma amostra de homens e de mulheres para avaliar as abordagens. Uma das conclusões mais interessantes é a de que os traços de personalidade das senhoras influenciavam as suas preferências. Assim, as mulheres mais extrovertidas apreciavam frases humorísticas, ao passo que as mulheres não-conformistas repudiavam mostras de riqueza. Independentemente da personalidade das mulheres, os elogios com trocadilhos do tipo “tu és como um helicóptero: gira e boa!” tiveram péssimos resultados, tal como os comentários sexualizados, que eram os mais repudiados pelas mulheres. As abordagens de que as senhoras mais gostavam eram as que pareciam evidenciar riqueza e cultura da parte dos seus autores, o que me confirma a suspeita de que as mulheres gostam demasiado de pedantes, principalmente se os pedantes forem donos de um descapotável.

 

As avaliações dos homens eram parecidas; eles também achavam as abordagens humorísticas e as que revelavam cultura, carácter ou riqueza como eficazes. A excepção surgiu na sobrevalorização do efeito dos trocadilhos por parte dos homens. Os investigadores ofereceram uma teoria para tentar explicar esta aparente incongruência. Se os homens estão interessados num encontro casual então os trocadilhos à música pimba servem de teste. Uma mulher que oiça uma frase como “Tu aí cheia de curvas e eu sem travões!” e continue a falar com o homem que a proferiu, deve estar mesmo interessada. A mesma teoria dizia também que, quando os homens vêem nas mulheres uma possível futura esposa, a sua abordagem é mais cuidada. A primeira parte da teoria parece um pouco forçada e a segunda muito óbvia. Afinal, ninguém quer ter de, quando os filhos lhe perguntarem como os pais se conheceram, responder: “Eu vi a tua mãe e disse-lhe: Diz-me como te chamas para te pedir ao Pai Natal!”.

 

Os homens podem matar-se a pensar na abordagem ideal, mas é tempo desperdiçado. Ao contrário do que muitos pensam, raras vezes as palavras iniciais agem como um elixir de amor. Por outro lado, não é incomum que actuem como uma vacina. Depois de as ouvir a mulher evitará o contacto com aquele homem para o resto da vida. Os cavalheiros devem pois agir com cautela e modéstia. Podem seguir o exemplo do famoso e confiante sedutor algarvio, o qual na sua sedução da mulher nórdica evitava o trocadilho fácil, abordando-a de forma gentil, oferecendo-se para lhes colocar o protector solar.

 

No entanto, se o leitor precisar mesmo de algo para dizer ao abordar uma encantadora senhorita, pois, de acordo com os estudos, que seja algo do género:

“Olá! Não é que eu outro dia, quando voltava no meu iate do meu trabalho filantrópico em África junto de órfãos disléxicos, ouvi uma piada encantadora sobre Mozart…


22
Nov 11
publicado por Nuno Amado, às 10:08link do post | comentar | ver comentários (2)

Errar faz parte da vida. Conseguimos lidar bem com alguns dos erros que cometemos, mas outros levam-nos a bater com a mão na testa ou mesmo a querer bater com a cabeça na parede. Por vezes parece que está na nossa natureza cometer certas asneiras. Apesar de só termos ido ao ginásio duas vezes nos últimos seis meses, voltamos a inscrever-nos e acreditamos que é desta que passaremos a ir todas as semanas. Fazemos empréstimos que depois não conseguimos pagar. Mantemo-nos numa relação amorosa que quase só nos traz sofrimento. Deixamos para amanhã o que devia ser feito hoje. Ao longo da nossa vida cometemos pequenos e grandes erros no amor, no trabalho, na saúde e nessa demanda caótica que é a busca da felicidade. O estudo dos nossos aspectos menos perfeitos e das nossas más decisões tem sido alvo de interesse de cientistas das mais diversas áreas. Economistas, psicólogos, biólogos, neurologistas e muitos outros têm procurado entender quais são os nossos erros mais comuns e porque os cometemos. Este livro fala-nos dessas investigações. E fala-nos também de monges apressados, gorilas invisíveis, memórias falsas, oráculos errados e formas cientificamente testadas de sermos mais felizes. Com a ajuda da ciência, da cultura popular e do humor, "Ups! Já Fiz Asneira Outra Vez" permite-nos conhecer melhor a nossa natureza, para aprendermos a errar menos.
 

26
Out 11
publicado por Nuno Amado, às 15:00link do post | comentar

Em linguagem futebolística, o início do copo de água corresponde ao intervalo do casamento. A distribuição de croquetes e gin tónicos acompanhada de alguma conversa banal e de muitas fotografias, permite aos convidados algum descanso antes da esperada refeição. Como no passado alguém achou boa ideia transformar os casamentos em conceitos, hoje em dia é raro que os noivos não sejam obrigados a escolher um tema para a sua boda. Assim, há casamentos onde cada mesa é uma praia que os noivos frequentam, outros em que cada mesa é um doce de que eles gostam, um dos destinos da lua-de-mel, e por aí fora. Infelizmente nunca estive num casamento onde cada mesa fosse um personagem da Guerra das Estrelas, não conseguindo decidir-me se a mesa dos noivos seria a do Luke Skywalker ou do Darth Vader.

O destino dos solteiros depende, em larga parte, da mesa onde calharam. O Manuel pode ter a sorte de calhar na mesa Rouxinol, onde estão as duas solteiras mais bonitas da boda, ao passo que o Luís pode ter o azar de ir parar à mesa Pardal, onde todos os outros comensais são casais, ou, pior ainda, ter de jantar na mesa Avestruz na companhia da sua ex-namorada.

 

A conversa das mesas de casamento é tão específica que devia existir um nome para ela. Apesar de todos participarmos neste ritual esquecemos com facilidade a estranheza deste. No fundo, é como se numa ida a um restaurante o empregado nos anunciasse que o serviço estava particularmente lento e nos sentasse numa mesa com desconhecidos para uma refeição de, no mínimo, duas horas.

 

Enquanto os convidados se vão conhecendo melhor, trocando piadas sobre os noivos ou debatendo como chefs o menu do casamento, os brindes iniciam-se e a taxa de alcoolemia começa a subir. Após a distribuição e consumo dos vários pratos com descrições demasiado detalhadas (porco estufado em sumo de cebola acompanhado de batatas peladas, esmurradas e salteadas), já se formaram novas amizades, se iniciaram seduções, se estabeleceram negócios e, para alguns casais, se arranjou motivos para futuras discussões.

 

Servidos os cafés chega o momento da valsa. Com mais ou menos prática os noivos lá tentam, sorrisos tão abertos como se estivessem num anúncio de pasta dos dentes, manter-se dentro da pista sem se pisarem demasiado.

 

O bailarico inicia-se geralmente com uma série de canções nostálgicas. A pista é invadida por muitos casais que, como os condutores que só guiam ao domingo, só dançam em casamentos. Pisadela aqui, cotovelada ali, a pequena multidão dança o twist, a bamba e os melhores êxitos dos anos 80. Há sempre um idoso demasiado dedicado prestes a ter um ataque cardíaco e algumas crianças para quem esta é a primeira vez a dançar numa pista, ocasião que é tratada com o entusiasmo e a hiperactividade necessários. Vista de fora, a dança do casamento é uma das celebrações mais comoventes e caóticas do espírito humano. Experimentada de dentro é como se passassem música no metro na hora de ponta. É, também, uma das melhores formas de sedução, como é possível ver pelo esforço suplementar dos solteiros: elas tentando parecer leves, elegantes e femininas e eles, a partir de certa altura, procurando mostrar que são capazes de não tropeçar.

 

Após CD e meio de greatest hits as mulheres solteiras são convocadas para a mais cruel das tradições: o lançamento do bouquet. Não só são agrupadas num pequeno rebanho, como este se torna no centro das atenções e todos os presentes passam a saber que estas ainda não se safaram. Para cúmulo da humilhação, espera-se que elas se batalhem, como avançados e defesas centrais num canto, por meia dúzia de flores que talvez, e só talvez, lhes aumente a possibilidade de se conseguirem casar.

 

Ultrapassada esta prova olímpica o casamento continua. A pista começa a ter menos pessoas, os convidados de maior idade começam a partir e alguns futuros casais já podem ser vistos sentados em mesas periféricas, debicando uma fatia de bolo e falando de como é incrível ainda não se terem conhecido antes.

 

Mais tarde ou mais cedo, sozinhos, acompanhados ou arrastados os convidados lá abandonam o casamento. Desapertam-se as gravatas, descalçam-se os terríveis sapatos de salto alto e lá se volta a casa após esta pequena odisseia que foi devidamente registada em formato fotográfico e, para terror dos futuros espectadores, em filme.


18
Out 11
publicado por Nuno Amado, às 09:48link do post | comentar

http://www.fnac.pt/livros/Ciencias-Sociais-e-Humanas/s1906


17
Out 11
publicado por Nuno Amado, às 10:11link do post | comentar | ver comentários (1)


30
Set 11
publicado por Nuno Amado, às 10:44link do post | comentar

Para muitos dos portugueses entre os 25 e os 40, o verão não é só a altura da praia e dos banhos no mar, é também a época dos casamentos. O amigo de infância, a colega de escritório ou o irmão da namorada decidem dar o nó e inicia-se um longo, por vezes penoso, processo que envolve centenas de pessoas. No centro de tudo isto está a noiva, o noivo e respectivas famílias. Sobre os tumultos psicológicos que estes sofrem já muito foi dito e escrito. Contudo, parece-me existir pouca preocupação com as tormentas dos convidados. Venho com esta crónica, e a do próximo mês, tentar preencher essa lacuna.

 

Começo pelo momento em que o convite é recebido. Alguns convidados vão sentir-se felizes por participarem naquele momento importante da vida de quem lhes é querido, ao passo que outros vão pensar angustiados “que seca monumental!”. Passado algum tempo chega outro momento importante: o da contribuição. Através da deslocação a uma loja com listas de casamento, de uma transferência bancária ou da entrega de um envelope, o convidado procura utilizar o seu dinheiro para impedir que o novo casal viva sem uma Jarra Vista Alegre ou tenha que abdicar de pequeno-almoço no Bungalow durante a lua de mel. E ninguém quer que isto aconteça!

 

O período dos preparativos é onde as diferenças entre os géneros são notórias. As senhoras vêem um casamento como uma actriz de Hollywood vê a cerimónia de Óscares. Há que eleger um vestido, sapatos, carteira, brincos e outros adereços com a dificuldade acrescida de que todas estas opções têm de estar em harmonia. Os senhores têm apenas de escolher uma gravata e, alguns, uns botões de punho. Chegado o dia da Boda enquanto os homens dormem, já as mulheres se dirigem para os cabeleireiros, onde lhes serão feitos novos penteados que as obrigarão a passar o resto do dia muito direitas com medo de os desfazer.

 

Antes da cerimónia na Igreja ou no Registo Civil, pois há cada vez mais casamentos não religiosos realizados em Portugal, dá-se a caminhada das cegonhas. Este espectáculo é proporcionado por uma série de mulheres que optaram por sapatos de salto incrivelmente alto. Os muitos metros que têm de percorrer dos seus carros até ao local onde decorre a cerimónia são feitos com pernas bamboleantes, olhares preocupados, sentimentos de vertigem e expressões de pânico. Umas poucas conseguem fazem-no com um sorriso, mas a maior parte assemelha-se a gatos bêbados sobre andas. Algumas sofrem mesmo o infortúnio de ficarem presas pelo caminho, com o salto enfiado no intervalo de duas pedras da calçada. As mais felizardas recorrem ao acompanhante a quem se seguram como um náufrago a um pedaço de madeira flutuante.

 

Salto a parte da cerimónia que é sempre feita de palavras bonitas, música comovente e estômagos ansiosos pelo copo de água. Segue-se a saída da cerimónia, o momento onde a tragédia pode ocorrer. Ocasionalmente, quando os planetas se alinham de certa forma e as forças maléficas se sentem mais livres para actuar entre os homens, uma das convidadas, ao sair da Igreja, levanta os olhos para a pequena multidão e nota, com o horror de quem encontra um assassino dentro de casa, que outra das convidadas está a usar um vestido igual ao seu. O terror que este momento pode gerar é difícil de compreender por parte dos homens, e nem toda a minha empatia me chega para compreender a total amplitude desta catástrofe. Felizmente é coisa rara, mas dizem-me que as mulheres que a experimentam ficam profundamente traumatizadas, obrigadas a reviver em pesadelos esse momento vezes e vezes sem conta. Imagino-as a acordar a meio da noite, cobertas de suor, murmurando entre lágrimas “o vestido! o vestido..é igual ao meu!”.

 

Terminada a cerimónia e a segunda caminhada das cegonhas, em muitos casamentos é requerida uma deslocação automóvel para o copo de água. A minha experiência diz-me que os noivos procuram sempre que estes locais não sejam facilmente identificáveis, nem que o percurso até eles seja simples. Suponho que para aumentar a expectativa, transformar a coisa numa caça ao tesouro. Mesmo na era dos GPS é raro que todas as pessoas cheguem ao copo de água de forma rápida e eficaz. Um truque comum é seguir o carro de alguém que pareça saber o caminho, o que transforma alguns casamentos em perseguições dignas de um rally. Infelizmente, não é incomum que um convidado inicie a perseguição de um automóvel para descobrir, tarde demais, que o outro carro não tem nada a ver com o casamento.

 

(A continuar)


19
Set 11
publicado por Nuno Amado, às 15:12link do post | comentar | ver comentários (5)

Mais tarde ou mais cedo, na vida da maior parte dos homens, chegará o momento em que uma mulher olhará para eles e, segurando dois diferentes pares de sapatos nas mãos, lhes perguntará de qual gostam mais. A pergunta parece inocente. À superfície a única coisa que é preciso fazer será apontar para o par se sapatos A ou para o B, consoante a preferência. Contudo, pobre coitado daquele que julgar que isto basta. Primeiro, indicar simplesmente de que sapatos se gosta mais sem referir os outros é um erro tremendo. Sendo o género feminino muito mais empático que o masculino, a mulher sentirá pena dos sapatos não escolhidos e ficará de imediato arreliada com o homem pela sua insensibilidade face aquele excelente exemplo de calçado. Muitos homens reagirão então precipitadamente e elogiarão o par não escolhido. Outro erro. Aí a mulher perguntará porque não foram então esses os seleccionados. O homem mostrou assim, não só ser insensível como incoerente.

 

A maior parte dos homens não está equipado para racionalizar a sua preferência por sapatos femininos. Nas poucas vezes em que de facto, preferimos o par A ao par B, é porque sim. Infelizmente, “porque sim” não é uma resposta que seja aceite por uma mulher nesse momento difícil e conturbado que é a escolha de um par de sapatos. Ela quer razões, uma justificação, uma lógica. Há uma série de truques que podem ser utilizados para tentar sair desta situação difícil. Uma opção é a sedução-e-fuga. O homem diz algo como “estás mesmo bonita hoje!” ou “Estás mais magra! Acho que nunca te vi assim!” beija a mulher e sai de cena alegando que se lembrou agora de ter deixado o carro com as janelas abertas e destravado no meio de uma rotunda. Outra opção é mentir. Se a mulher quer uma razão pois inventa-se uma. “Esse sapatos são os que gosto mais, porque vão melhor com os teus olhos.”. Para algumas mulheres tal será suficiente e poderá ser necessário avançar justificações mais consistentes. É aqui que convém aprender algum vocabulário.

 

Se os sapatos tiverem bolinhas ou traços ou manchas, podemos dizer que “gostamos mais deste padrão!”. Pode-se falar da fivela, do salto, de serem ou não abertos à frente. O truque está em encontrar uma diferença entre um par e outro par que pareça, para a mente feminina, justificar a nossa opção. Falar da cor costuma resultar, mas pode-se dar o caso de os sapatos serem da mesma coloração (em cujo caso, argumenta-se que se gosta mais do tom do par A). Ajuda também utilizar adjectivos como elegante, sofisticado, moderno, clássico, primaveril, relaxado e afins, mesmo que não percebamos de que forma se aplicam a calçado.

 

O homem sensato deve pois, quando este momento surge, responder algo como:

“Gosto dos dois. Esse par é muito bonito, mas é demasiado clássico. Este aqui é mais sofisticado e a fivela é muito gira. Além disso esse padrão está na moda e penso que esse tipo de salto te fica melhor!”

 

Se é difícil aos homens produzir uma opinião sobre sapatos de mulher, já sobre a mini-saia as justificações masculinas são imediatas: sim, sim e sim. Esta peça de vestuário é o exemplo típico de que less is more. Menos tecido, mais pernas. Como há estudos sobre tudo, também há estudos sobre a mini-saia. Parece que a altura destas está intimamente relacionada com a idade das mulheres. Quando estas começam a usar as mini-saias, aos 14 anos, ainda as usam com tamanhos modestos, 45 cms. Dos 14 para os 16 acontecem muitas coisas, e uma delas é uma diminuição do tamanho médio de mini-saia utilizado para os 35 cm. A descida continua até aos 24 anos de idade. É neste período que as mulheres utilizam as suas saias mais curtas: 31 centímetros. Nos últimos vinte anos o que sucedia então era que, a partir dos 24 o tamanho da saia ia aumentando vertiginosamente. Aos 40 anos as saias regressavam ao tamanho inicial de 45 cms, e aos 50 já iam em 80 cms. Contudo, a combinação de uma cultura cheia de revistas femininas e talk-shows para mulheres, com a expansão do acesso a cirurgias plásticas e a proliferação de ginásios levou a uma mudança enorme na forma como as mulheres lidam com os seus corpos e com os tecidos que os cobrem. Um estudo de 2009 mostra que as mulheres de 40 anos utilizam agora mini-saias com o tamanho médio de 35 centímetros. Mais uma das vantagens do progresso.

Agora, se ao menos os homens pudessem substituir ter de escolher entre um par de sapatos pelo decidir o tamanho da saia…


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